Media Measurement
Há umas coisas que fazem, de facto, mais sentido que outras. Mas, no que respeita à ressincronização, que alguma pessoas teimam em não fazer com o presente, é algo que me assusta.
Há pessoas que estão 50 anos atrás de nós – entenda-se por nós o homem médio – e há pessoas que estão 50 anos à nossa frente. Não sei qual delas está mais errada. Se algumas defendem que o futuro se constroi com base no correcto entendimento do passado, outras há que querem construir o presente com base no futuro.
Os líderes do novo movimento de PR measurement ou media evaluation impact, continuam a defender princípios e teorias que levam 50 anos de avanço sobre as reais necessidades do mercado. É do mais básico conhecimento, que quando o produto, serviço, teoria ou movimento trazem mais-valias que não são percepcionadas pelo consumidor, não acrescentam qualquer valor real. Ninguém compra.
Então porque assistimos a descobertas extraordinárias, como o AVE ou ROI não ter qualquer valor para as empresas, quando todos os estudos publicados indicam que estas são as métricas mais usadas pelos profissionais de comunicação para comparar a sua evolução e desenvolverem competitive benchmarking? Onde é que querem ir beber a inspiração para desenhar padrões de melhores praticas?
Pois bem.Às vendas das empresas.Ou seja, desenganem-se os departamentos de business intelligence, de market research, de marketing estratégico, de sales devellopment, de prestação de cuidados ao Cliente e da área de advertising. Vêem agora comunicar-nos, umas almas brilhantes, que todo o sucesso das vendas deve ser indexado à nossa comunicação.
Estou neste momento em Amesterdão.A semana passada, tive o prazer de almoçar com uma linda consultora, brilhante também, de Harvard, que está a implementar a estratégia Blue Ocean, com imenso sucesso, nos EU. Como assisti à apresentação do livro, pela sua autora, no evento do ano passado do Fórum de Marketing e já tinha lido a magnífica obra, estava à vontade para desenvolver o assunto.
Perguntei-lhe então, estavam connosco à mesa dois dos mais brilhantes professores de estratégia da actualidade, em que consistia a estratégia Blue Ocean. Disse-me: “Procuramos mercados, não populados, onde as empresas para quem desenvolvemos trabalhos, possam estar em mercados sem concorrência, ou seja procuramos Blue Oceans para os nossos clientes.”
Respondi-lhe, que isso era o que qualquer empresário faz. Que isso está no sangue, no ADN de qualquer empreendedor. Foi então que me disse: “Pois é isso que procuramos. Ver o mundo como se fossemos empreendedores e tentar passar essa mensagem aos nossos clientes. É que os empreendedores são só 2%”.
Fiquei satisfeito, apesar de tudo.
Senti-me importante.
Entre aqueles 2%.
É assim a vida.
Tudo tem um pacote, tudo tem um embrulho.
E só compra quem quer.
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- Published:
- July 2, 2007 / 9:59 pm
- Category:
- PR Measurement
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