Do “recorte” aos nossos dias

A actividade de Clipping, conta a história, teve início em Paris no início do século passado. Num quiosque, perto de um centro de escritórios, um cliente habitual, que tinha pouca disponibilidade para ler os jornais, perguntou ao senhor se não podia, nos tempos livres, ler e “recortar” somente aquilo que lhe interessava. Assim aconteceu, todas as manhãs o senhor fazia os recortes. Outros souberam e quiseram. Foi-se espanhando a toda a cidade e começaram a existir empresas especializadas.

A que necessidade respondiam?
Saber em tempo útil e de forma sistematizada a informação de interesse.
Para que usavam estes gestores a informação?
Para suporte à decisão, para novos negócios e para acompanhar a evolução dos mercados.
Essa necessidade ainda existe nos nossos dias?
É muito mais importante agora que há cem anos atrás.

O ambiente competitivo nunca foi tão volátil.
Nunca os ciclos económicos e as transformações tecnológicas impactaram de forma tão intensa na nossa arena competitiva. Nunca a visão e a liderança necessitaram de ter, na mesma proporção, conhecimento e intuição.

E o que aconteceu aos recortes?
Acompanharam a evolução. Passaram pelas fotocopiadoras, depois pelos scanners e hoje são trabalhados em processos 100% digitais. São parte de aplicações tecnológicas que lhes acrescentam valor, os organizam, segmentam, partilham, distribuem em qualquer formato e a qualquer hora. Passaram a gestores de informação.

E o mercado acompanhou a evolução dos “recortes”?
Grande parte sim e outra pequena não.
O sucesso está directamento ligado à nova geração de gestores de topo. Tomam o pequeno-almoço a interagir com os e-mails, a estruturar a agenda do dia e a transformar informação em conhecimento. Surgem novas ideias, tiram-se conclusões e detectam a peça que faltava para completar o puzzle. Como podemos afinal viver, nos nossos dias, sem informação?


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