O que não se faz na web social, by CISION…

O estudo apresentado hoje pela Cision é uma lição de tudo o que não se deve fazer na web social.
Entender teias de relações e influências através de números é demasiado básico, sem quaisquer conclusões práticas e inútil.

Estamos na era das relações.
Gerir a web social, é gerir as relações com os nossos stakeholders, entender as suas preocupações, necessidades, é acima de tudo saber ouvir, escutar e aprender.

O que nos interessa saber que o Vital Moreira foi o mais falado?
Pelo resultado eleitoral terá sido o mais “negativamente” citado.
Qual a lição a retirar? O que foi dito? Podíamos já através dos post antecipar a derrota? O descontentamento era grande? Havia soluções? Sugestões? Quais?

Isto, não falando dos números apresentados, pois eles apesar de não serem reveladores de qualquer insight têm de fazer sentido. Alguém acredita que José Sócrates teve 52 tweets? Ferreira Leite 66?

Deixo-vos abaixo o estudo e o desafio de retirarem uma informação útil:

Estudo CISION

Segundo revela um estudo da CISION, que se debruçou sobre a presença dos cabeças de lista para o Parlamento Europeu nas redes sociais da internet, Vital Moreira foi o mais falado, no Twitter, com 1 220 tweets, escritos por emissores cuja relevância, nas suas networks permitiu estabelecer 748 388 contactos.

O cabeça de lista do PSD e vencedor das eleições, Paulo Rangel, ficou-se pelo segundo lugar, quanto ao número de tweets. Nuno Melo, do CDS, alcançou a terceira posição, mas, embora com menos tweets, conseguiu gerar maior número de contactos do que o concorrente social-democrata.

Um total de 3 698 tweets sobre os cabeças de lista indica, segundo a CISION, uma ainda incipiente utilização das redes sociais como forma de influência política, na decisão dos eleitores. Mas os 2 684 729 contactos que este número de tweets gerou dizem já alguma coisa do sucesso potencial destas redes.

O estudo revela outros dados interessantes: em relação directa com as eleições europeias, Manuela Ferreira Leite foi referenciada em 66 tweets, mais do que José Sócrates (52). O terceiro líder mais falado foi Paulo Portas (46 tweets), depois Jerónimo de Sousa (34) e Francisco Louçã (16). Durão Barroso – figura muito presente na campanha, devido à sua recandidatura à presidência da Comissão Europeia – esteve em 20 tweets. E até o Cavaco esteve presente, com oito tweets.

Depois de Vital, Paulo Rangel teve 884 tweets e mais de meio milhão de contactos. E Nuno Melo, 575 mil contactos gerados pelos seus 760 tweets. O CDS, embora terceiro em termos de presença no Twitter ficou em 5.0 lugar entre os principais partidos. Também o Bloco de Esquerda, que foi terceira força, ficou atrás da CDU, nesta rede social: lida Figueiredo gerou 457 tweets relevantes para 49 o mil contactos, contra 377 e 330 mil, respectivamente, de Miguel Portas.

O Twitter e o Facebook são as duas das redes sociais da internet mais usadas pelos políticos, e há quem diga que a vitória de Barack Obama, nas últimas presidenciais americanas, começou, precisamente, nestas redes.

O DADO

748 388 foi o número de contactos gerados pelos 1220 tweets sobre Vital Moreira, escritos durante a campanha para as europeias


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