O mercado e a reputação

Muito se tem escrito sobre reputação, nomeadamente nos países que mais valorizam este activo intangível das organizações. Os EUA são disso o exemplo, contudo, só agora esses ecos estão a chegar ao mercado nacional e se começa a sentir a necessidade de zelar, aferir e entender a forma como os stakeholder vêm as organizações.  É notória a alteração de comportamento das organizações no que respeita à sua disponibilidade para investir em ferramentas que lhe permitam aferir os seus índices reputacionais.

As razões são evidentes, não é possível programar o futuro e desenvolver planos estratégicos sem um diagnóstico efectivo sobre o presente. Principalmente, sem uma percepção clara da forma como os stakeholders, sejam eles os clientes, os fornecedores, as entidades reguladoras ou os colaboradores , vêem a organização, assimilam os seus valores, julgam a sua gestão ou sentem as suas políticas estratégicas.

Esta alteração do mercado, agora mais receptivo, está muito relacionada com o facto de se terem desenvolvido novas ferramentas de aferição que não acarretem custos demasiados elevados para os  orçamentos dos departamentos de marketing e comunicação. São projectos que envolvem a organização no seu todo, iniciam-se no marketing e comunicação, passam pelos recursos humanos – que o levam a todos os colaboradores e  são estruturados pela administração.

Bem aproveitados, servem não só para analisar a reputação, a notoriedade e a imagem mas podem ir muito mais além: aferir a efectividade da comunicação interna, a transmissão dos valores e da cultura  organizacional, rever procedimentos e  ditar novas abordagem.  É por isso, um processo de enriquecimento, produtor de inúmeras mais-valias e valor acrescentado. Espero que este ano a i advisers seja parceira de muitos projectos nesta área. As organizações sairão fortalecidas e revitalizadas. Preparadas para um futuro cada vez mais competitivo em que para vencer é necessária uma direcção partilhada e bem intuída por todos.


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